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 O Bar do Caldeirão Furado

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Louise Perrin Rosseau

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MensagemAssunto: O Bar do Caldeirão Furado   2/9/2014, 11:34


o bar

O bar situa-se no térreo, abaixo dos corredores de aposentos. Este não detém sofisticação, como os inúmeros bares do Mundo Trouxa; é sujo, com um aspecto obscuro, medieval, tão abrupto quanto seu barman, o Sr. Tom; e um tanto quanto visivelmente compacto. O Bar não é apenas usado para servir seus hóspedes com bebidas, mas para fazer reservas de quartos. Localizado em um recinto escuro e mal iluminado, acaba servindo de máscara para a imundice do local. Os copos enfileirados estão a dispor de Tom, que com seu paninho sujo sempre tenta limpar quando alguém pede uma bebida. No entanto, muitas vezes acaba deixando mais sujo do que já era.

Num balcão de madeira corrompida e escura contém algumas indiferentes bebidas alcoólicas, uma das únicas coisas que o proprietário se orgulha. Que muitas vezes é furtada da mansão dos próprios parentes, desde as bebidas mais digeríveis às inibitórias ao paladar leigo. Há um pequeno sino no balcão essencial quando Tom não está por perto. Apenas uma sacudidela é necessária para chamá-lo. Também é possível ver um quadro onde ficam expostas todas as chaves dos quartos, organizado por números. Os melhores quartos são os últimos, porém lembre-se.

É o melhor para o Tom, mas provavelmente não será para você. Muitos bruxos vagos costumam se reunir no balcão, para confabulações suspeitas. Facilmente, veem-se alguns já embriagados, sendo enxotado dali pelo funcionário do local; outros bebem socialmente, fumando seu cachimbo e observando o local. Pessoas suspeitas, tais quais os Sequestradores que, volta-e-meia surgem para obter informações sobre alguns procurados ou pregar cartazes que estampam os rostos aterrorizantes destes. O assoalho é tão retrógrado, quanto os tampos dos calabouços de castelos: madeiras modestas, imensuravelmente desproporcionais e encaixadas uma nas outras com frestas por entre elas. Rangem mais que as tábuas da Casa dos Gritos.

Tom, o dono do Caldeirão, não tem o hábito de conversar com seus clientes, simplesmente por ser um velho conservadoramente bruto, exceto com personalidades, o que é escasso, pois seu comércio não é convidativo para pessoas da high society, por isso a irreverência do lugar. Algumas mesas e cadeiras espalham-se desproporcionalmente por entre o pequeno salão à frente do bar. Robert é o único garçom, que é um pouco menos ríspido com os consumidores que Tom, ou não.

O Cardápio

• Hidromel
• Cerveja Amanteigada
• Whisky de Fogo
• Milkshake de Abóbora
• Suco de Beterraba / Cenoura / Abóbora.
• Gosma Fervida de Verme.

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   30/11/2014, 00:57

O Bar do Caldeirão Furado_


The secret of happiness is to find our joy in the joy of others.


Apesar do fedor e da estranheza, eu adorava o Caldeirão Furado. Talvez fosse justamente a estranheza que tanto me cativava naquele recinto. Não havia lugares como aquele em Paris, onde as pessoas poderia ser autênticas sem medo de mostrar as suas bizarrices. Por mais que o mundo bruxo fosse bizarro, o Caldeirão Furado conseguia ser bizarro até mesmo para os padrões bruxos. - Uma taça de hidromel, s'il vous plaît. - Fui otimista em pedir uma taça. Tudo o que consegui foi um pouco de hidromel viscoso num copo de vidro engordurado. Franzi os meus lábios para baixo e bem que teria feito um escândalo se eu já não soubesse como aquele pub londrino funcionava. O bartender, um careca muito alto e muito troncudo com o rosto desfigurado (acho que era um meio gigante), murmurou o preço da minha bebida com uma voz gutural e eu coloquei os sicles no balcão.

A bebida estava rançosa e bem viscosa. Extremamente doce! Estava óbvio que colocaram mais açúcar refinado ali - eu podia mastigar os grãos de açúcar. Degustei a bebida esquisita e olhei em volta. Era mesmo muito interessante observar o tipo de pessoas que frequentava ali. Era quase tão estranhos e misteriosos quanto os que costumavam frequentar o Cabeça de Javali em Hogsmeade; mas era quase tão cheio quanto o Três Vassouras. Como eu suspeitava, não demorou muito até que eu encontrasse alguém conhecido ali. Um colega meu, que ajudei há alguns anos na Hungria, logo me abordou. Pousei o copo e não demorei a reconhecer Tyler. Ele estava mais velho e mais gordo, mas simpático do mesmo jeito. Eu não cobrava pelo meu trabalho. Cobrava apenas a gratidão das pessoas, e estas pagavam da forma que lhes convém; fosse com palavras, gestos, objetos ou até mesmo dinheiro - o que era mais raro. Mas eu ganhava amigos para a vida toda, e isso contava muito. Claro que eu também conseguia alguns inimigos, mas nada comparado às coisas boas que eu conseguia em retorno.

Vez ou outra em minhas viagens, reencontrava pessoas conhecidas de casos anteriores, e sempre eram bons reencontros. Ali no Caldeirão Furado, com Tyler, não poderia ser diferente. O comerciante húngaro logo se dispôs a me pagar uma bebida, e eu aceitei uma caneca de cerveja amanteigada - já que o hidromel estava intragável. - Claro que não é como a do Três Vassouras, mas é melhor que o hidromel! - Disse ao meu amigo, recebendo em troca um olhar de desgosto do bartender meio-gigante. Tyler perguntou como iam os meus "negócios" e ficou muito surpreso quando eu disse que estava parando. Já tinha voltado as minhas coisas todas para Paris, e tinha ido à Londres só para apreciar a estranheza do berço da Revolução Industrial. - Estou cansada, Tyler... Preciso de um pouco de paz. Não sou mais aquela menininha cerelepe. - Ele riu, mas eu apenas sorri. Disse que eu não era velha, mas para mim este era um conceito relativo. Somente eu mesma sabia o quanto estava velha. Papo vai e papo vem, acabou ficando muito tarde. Despedi-me de Tyler e saí dali.


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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   8/12/2014, 16:42



 
 
  
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- lalalalalala... - Cantarolou baixinho, enquanto adentrava o local. O sorriso sarcástico, o corpete que lhe apertava o corpo, a capa preta que arrastava lentamente aos seus passos, os cabelos dourados amarrados em um coque, os lábios naquele batom vermelho... tudo parte do que ela era. Naquele momento. Sua mente estava confusa naquele momento, como em todos os outros, alias. Estava... ? Como ela estava? Vamos lá, ela deveria estar de alguma forma. Não, não era o tédio. O tédio é um vazio que remete a vontade de fazer algo. Não que ela não sentisse vontade de fazer algo. Mas bem... aquele vácuo que ela sentia era algo apenas dela. Era um nada completo. Era milhares de 0's acumulados dentro dela. Era aquele sorriso sarcástico que ninguém percebia ser superficial. " Hmmmnh... talvez eu possa preencher esse vazio com bebida... e algo mais... " Mas bem, já falei " alguma ", " vazio " e " era " demais.
Vamos as perguntas que devem obrigatoriamente estar em uma narração coerente, embora essa pungente e importante palavra não esteja no vocabulário de Alasca: estava ali em um casual encontro com um amigo distante de um primo, com quem já dialogara raras vezes em que dormia a altos sonos no quarto e fora incomodada pelo primo, como sempre. Descera a escada, batendo o pé descalço com raiva a cada degrau, com seu pijama de ursinhos balançando e, ao chegar ao térreo, dera de cara com quem iria se encontrar. Ao menos, desta vez, estava bem vestida.
Suspirou, passando o indicador pelas irregularidades do balcão de madeira. Mordeu o lábio inferior, sujando os dentes com o batom vermelho, esfregando-os com a língua, mantendo a boca aberta. Percebeu o homem calvo parado a sua frente. Prescurtou suas rugas e olheiras, seu porte cansado: - Por favor, algo que possa curar a insanidade? Acalmar os nervos? Saciar um o desejo sexual de uma pobre professora? Não? - Fez um biquinho leve, rindo-se mentalmente da expressão do homem: - Começaremos com algo beem leve antes de meu companheiro chegar. Cerveja amanteigada? - Arqueara uma sobrancelha, levando aquele mesmo dedo da mesa ao queixo, o contornando. Recebera o " tudo bem " do velho, logo pegando a caneca de carvalho antiga.








Última edição por Alasca Gremory em 9/12/2014, 17:17, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   9/12/2014, 16:39





Local: Caldeirão Furado
Clima: Ameno
Tempo: Dia
Estado Emocional: Confuso, Malicioso
Com: Alascada dos Gremory
Rabastan Rowan

O fino tecido do traje quantum incorporado por Rowan na pausa do serviço para casa foi alterado, sem mudanças monumentais, apenas a camisa da cor naval foi substituída pela da cor neve. Não que Rabas importava-se com a aparência impecável, apenas não gostaria de parecer desleixado num encontro diante duma pessoa que o viu molhado e sujo todas as vezes. Este ponto de vista causado na garota deve ser alterado. E também um estagiário desacostumado com o elevador derramou um cado de café na camisa do servidor – clichê –, mas isto é outra história.

[…]

Cabelos eriçados devido ao vento do nascer do dia, alias, das dez horas. Ajeitou os suspensórios vermelhos sob o sobretudo e abriu a porta – que emitiu um rangido de madeira terrível. Por coincidência em sequência a entrada, sua visão inspecionante localizou a Srta. Gremory, trajando um pijama de ursinhos!? Havia ele chegado muito cedo? Engoliu a seco e iniciou a caminhada até a mulher. Evitava julgar pra não se frustrar, talvez esperava de mais ou fantasiou. — Bom dia. — Expulsando e fechando a porta pras emoções de instante, num tom alegre e alto pronunciou sua presença ainda caminhando com o semblante de um maníaco. Durante as tão normais palavras socou o ar com o braço dobrado – como a Chiquinha de Chaves num choro.

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   10/12/2014, 14:46



 
 
  
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Incostância provocativa. Explicava mentalmente a si mesma pelos trajes: " Ou talvez narcísico jeito de mostrar-se diferente. Recorrigindo, especial, palavra menos pejorativa."   Lentamente degustava sua cerveja de terceira linha, empurrando a caneca à boca, sugando com os lábios e passando neles a ponta da língua, antes de engolir. Fazia isso repetidas vezes quando deu-se conta de uma presença que tinha como foco ela. Podia sentir os sentimentos provocados - sexto sentido? -, mas continuou com todos os musculos parados, como que paralisada, até que ouvisse o feliz " Bom dia".
Apoiou o cotovelo à mesa e o queixo a mão, como um juiz que informalmente fita antes de ditar a sentenção final. Mordeu lentamente o lábio inferior, o prendendo por alguns segundos e depois lentamente soltando: - Bom dia, Sr... ? - Deixou a frase vagar ao ar, pois não recordava do sobrenome do homem que se prostava a sua frente, nem mesmo se antes sabia disto. Levou a mão livre para o pijama de ursinho: - Gostou? - Deu um risinho sarcástico : - Relembrar os velhos tempos... - Apertou os lábios, segurando uma risada, enquanto pulava do banquinho e empurrava o cós do pijama com os polegares e indicadores, deixando-o cair e revelando um vestido preto, com renda detalhada. Fez a mesma coisa com a parte de cima, segurando as bordas e tirando pela cabeça: tinha por baixo um daqueles corpetes antigos presos por fitas na parte de trás, também da mesma cor.
- Bem melhor... - Falou, deixando as roupas ao chão mesmo e sentando no banco novamente, fazendo um sinal para que o homem também se sentasse. Colocou um dedo dentro da bebida que antes degustava e girou algumas vezes lentamente: - Estava lhe esperando para passar para algo melhor. Bebia cerveja amanteigada. Mas penso em pegar um uísque de fogo. - Virou o tronco em direção ao homem para que pudesse indagar, arqueando a sobrancelha direita: - Importa-se de ver uma mulher bebendo? - Passou pelo lábio inferior a bebida que estava no dedo, traçando de um lado a outro. -






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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   11/12/2014, 20:47





Local: Caldeirão Furado
Clima: Ameno
Tempo: Dia
Estado Emocional: Confuso, Malicioso
Com: Alascada dos Gremory
Rabastan Rowan

Lábios franzidos e olhos dedutivos de um réu. “Hãm? Não sabe quem sou? Não lembra meu nome?” Se a bonança não residisse no homem o produto destas palavras resultaria num alvoroço. — Rowan… — De certo modo o sobrenome foi usurpado e de brinde um sorriso sarcástico. Bastava vim pousar os pés num local tão mesquinho. As rotinas do cotidiano acomodou-o com pessoas belas, singularidades, não do tipo corcunda, o garçom. E tudo bem o aroma de álcool desfilando de narinas em narinas, era um boteco, mas entrelinhas um fedor de musgo e outros não inidentificáveis, desagradava-o.

Balançando a cabeça com um bico de pato demonstrava sua resposta como “Mais ou menos.” e não, não lembrará do pijama, porém o rapaz descendo os degraus com um sorriso malicioso fitando descaradamente os quadris da Gremory, vulgo a bunda, evidenciava lembrar; boquiaberto aparentava ter o pescoço duma coruja cruzando a saída. Rabas também sorriu maliciosamente pondo as mãos no bolso com o polegar de fora e ombros pra trás, batendo a ponta da língua no céu da boca, inalando o ar com força derivando um breve ruído enquanto acenava a cabeça negativamente. Acidentalmente copiou a expressão do rapaz não mais presente, porque quando as mãos dela alcançaram o cós, já pressentia o que vinha a seguir.

Infelizmente ficou aquém. Em sucessão as curtas palavras dela, ele se recompôs conjeturando que não haja percepção do seu ato, por ela, pois o mesmo não havia álibi patenteado. “Do berço desta família é formado apenas loucos, no caso, louca.” O vestido – o que era na visão dele – passou batido, apesar de amar mulheres vestidas de tal modo; só faltava o cabelo escovado e uma pinta nas maçãs do rosto próximo ao nariz, pra chamá-la de devassa. Na cadeira desconfortável ao lado da amásia dos desfortunados Rowan sentou-se de pernas abertas jogando o sobretudo negro com ambas as mãos pra trás e ficando de coluna ereta. — Água de Gilly. — Nada cortês o pedido direcionado ao calvo num levitar de dedos.

Fazia algum tempo que Chandler tentava eliminar o álcool e tabaco da sua vida, estavam deixando-o amargurado, como no presente. Invadia os ouvidos a voz aguda, mas não chamava sua atenção. Desconfiado o judiciário observava o velho, não queria um brinde dentro de sua bebida, aguardou com a paciência de um monge a bebida, apenas quando a caneca juntou-se ao balcão a atenção pra ela foi cedida, infelizmente perdendo os movimentos da mulher. Algo cintilante atraiu o olhar minucioso… Foi indevido a revista na silhueta da mulher – cintura assim é peculiaridade – até o busto. Desabotoou o primeiro botão da camisa e com o dedo indicador deslizou pela borda na tentativa de afrouxá-la. — Desde que não tenha que te carregar pra cama. — Subindo o olhar pros glóbulos que observava-o inquietamente jogou as palavras fora sem intenções salientes, sem tom malicioso, sem nada pra falar. Estava faltando-lhe sal e um toque de pimenta, como deveria estar.

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   10/1/2015, 10:43

Clara havia se cansado das compras. Porém, agora só faltava o mais importante: sua varinha. Enquanto caminhava pelas ruas do Beco Diagonal, não pode resistir à ideia de ter um descanso. Imaginou-se com uma grande caneca de cerveja amanteigada, e talvez alguns petiscos. Talvez o bar hoje nem estivesse tão sujo, e talvez alguma coisa lá fosse comestível. Por fim, decidiu que era melhor ir até o Caldeirão Furado. Entrou no bar, que continuava imundo e fedorento, e se dirigiu a uma mesa. Largou suas compras em uma cadeira e sentou-se em outra. Apoiou a cabeça nos braços e suspirou pesadamente. Olhando melhor o ambiente, com suas grandes teias de aranha e acumulo de pó, lembrou o porque de não gostar muito de fazer suas refeições ali. É, com certeza não comeria nada. Mas só o fato de poder sentar e relaxar ali a deixou satisfeita. Mexeu em sua bolsinha, que agora continha poucos galeões, alguns papéis velhos e uma revista, que Clara pegou e pôs em cima da mesa. Abriu a primeira página e começou a ler. A sua concentração em ler a revista foi dispersa ao ouvir o garçom perguntar o que ela ia querer. Ficou com medo de pedir a cerveja amanteigada e optou por uma coisa mais adequada a situação. _ Oi? Desculpa estava distraída. _Sorriu gentilmente e em seguida fez seu pedido. _ Quero um milkshake de abóbora, por favor! _ O rapaz anotou seu pedido e pediu uns minutos, já que o bar estava cheio, poderia demorar um pouco. Para jovem bruxa não havia problema, já que fizera o pedido apenas por fazer, o interesse dela, era continuar ali 'sentada'. Folheou a revista mais um pouco, mas nada ali a interessava, sua mente estava ocupada demais para prestar atenção em noticias alheias. Guardou a revista dentro de uma das sacolas ao seu lado e debruçou em cima da mesa, sobre seus braços. Enquanto esperava o garçom, Maria lembrava de tudo o que acontecera com ela no decorrer dos anos. "Por que a vida fez isso comigo? Por que não posso ser como as outras meninas de minha idade? Me sinto uma velha, tendo que resolver tudo sozinha."Perdida em seus pensamentos e bastante triste por estar sozinha, sentiu alguém cutucar seu ombro e rapidamente levantou a cabeça. _ Hen?! _ Era o garçom com o milkshake. _Ha sim, obrigada! _Apanhou a bebida e deu pequenos goles. Brincando com o canudo abriu um sorriso meigo em seu rosto. Ela lembrara que fazia isso quase sempre com seu padrinho. Momentos que nunca serão esquecido pela menina. Maria Clara não podia ficar muito tempo em um só lugar, devido a sua vida as escondidas. Terminou seu milkshake e pagou a conta, saindo dali com o coração rasgando de saudade...  


Maria Clara McGowan

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   16/1/2016, 21:42




Vamos falar com os índios  

As cosias estavam muito tranquilas em casa, então eu resolvi dar uma agitada, já que eu era a gêmea elétrica e a que bolava as ideias das travessuras que eu e meu irmão iriamos colocar em pratica. Depois de almoçar estávamos de boa na sala de tv quando uma pulga pulou na minha cabeça e eu levantei gritando – É ISSO!- meu irmão olhou para mim e já sabia que tinha um plano a vir. – Hoje vamos falar com os índios através de fumaça, igual vemos no desenho do Pica-Pau – falo para ele e bato a mão no meu conjunto. – Você pega o Álcool e eu vou pegar o fosforo... Vou ir com o elfo lá para o caldeirão furado escolher a mesa que usaremos de objeto para acender o fogo. – coço a nuca – Ele volta para te pegar e assim vamos colocar o plano em prática. – falo com um sorriso travesso no rosto e sai correndo da sala.

Depois de pegar três caixas de fosforo sem que ninguém viesse eu fui suborna o elfo, ou melhor, ameaçar a fazer a vida dele um inferno se não me levasse ao caldeirão e depois o meu irmão também. Ele negou por um tempo, mas no fim das contas resolveu obedecer para não se ferrar comigo depois. Aparatamos no fundo do bar e em segundos a criatura sumiu. – Que o Lucca não demore- murmurei e fui procurar a mesa.

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   16/1/2016, 22:20

This night is heating up;
Raise hell and turn it up. Don't think I'll ever get enough

Levou um pequeno susto com o grito de sua gêmea. Estava concentrado assistindo seus desenhos quando a mais nova anunciou seu plano, com aquele sorriso maroto em seus lábios. — Com os índios? Masi... Eles non molam longe? — Apesar de ser minutos mais velho, Lucca ainda falava como bebê, tanto pela idade como pelo fato de ser mimado. Ergueu a sobrancelha e assentiu ao ouvir as instruções da loura. — Pleciso saber quanto tempo o elfo vai demolar paia voltar. — Levantou-se assim que Leah saiu, sem dar sua resposta. — Ótimo, Leleah. Obigado.

***

Adentrou os aposentos de seu tio Matthew, pé ante pé. Por sorte, o adulto não estava ali, então o pequeno pode caminhar pelo cômodo procurando uma garrafa que ele já havia visto o mais velho beber algumas vezes. — Cadê isso ati? — Bufou brevemente, erguendo-se na ponta dos pés, procurando em cima do armário. Achou uma garrafa diferente, faltava um pouco de líquido nela, pelo menos já estava aberta. Com certa dificuldade, o pequeno pegou-a e olhou seu rótulo. — A... A-l... Alco... O... L... Ol... Álco-ol. É isso!— Colocou a garrafa cuidadosamente em sua inseparável mochila do Monstros S.A. e rumou para a sala, esperando o elfo.

***

— Tem xerteza que isso ati non vai causar ploblemas paia gente? —  Coçou a nuca e fitou a menina, entregando-lhe a garrafa. Já era a milésima vez que questionava aquilo, desde que tinha aparatado no Bar com o elfo. — E puque nesse local? Non podia ser outro? — Suspirou fraco. Lucca não gostava daquele ambiente, nunca gostou. Tinha ido poucas vezes com Mell e Isaac, mas não conseguia simpatizar com ele. — Celto, qual a mesa que vamos usar paia isso? — Acompanhou a menina, que voltava para o fundo do estabelecimento.



Post's entre Lucca e Leah. Qualquer interação fora do combinado será ignorada. <3


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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   16/1/2016, 23:08




Vamos Falar com os índios

Meu irmão não demora de chegar e eu já tinha visto algumas mesas no fundo do local que poderiam ser usadas para o meu planinho perfeito. – Eu não tenhu certeza.... Mas se a gente for esperto o bastante saímos sem ninguém saber que fomos à gente. – ele coça a nuca e isso me deixava aflita, meu irmão sempre era o dramático, mas fazia as artes comigo. Eu que não sou burra não deixei o elfo ir embora e tratei de falar para ele esperar a gente em baixo de uma mesa que iriamos precisar dele.  – Porque eu sei que você não.. – paro um pouco e volto a falar para não embolar as palavras. – E é um lugar perfeito.  E eu tinha aquele pó escur... r ecedor –pauso para conseguir termina a frase. – nstan... tâneo do Peru – olho em atenção volta e sorrio fofamente para uma moça que sorri de volta para mim. “Tão velha e tão iludida achando que sou um anjinho” um pensamento lindo veio na minha mente e voltei minha atenção para meu gêmeo. – Ai quando o fogo começar eu jogo o pó no chão, corremos até o elfo e fugimos do local. – sorrio e caminho com ele até a mesa que tinha escolhido.

Abaixamos e começamos a tirar as coisas que iriamos precisar, peguei as caixas de fosforo e despejei todos os palitos das três caixas e fomos fazendo tipo uma fogueira com o lado que aparece o fogo unidas. – Acho que falaremos com os índios.. – falo para ele sorrindo  até termina de arrumar todos os palitinhos sobre a toalha. – Cade o líquido¿ - pergunto para ele que logo aparece com o frasco – É isso ai, Lucca! – ele me questiona sobre como eu consegui o Pó – Eu fiz uma coisa para a Helena e ela me pagou com ele – dou um sorriso de canto para meu irmão. – Molha em volta dos palitos que eu vou.. ascender esse aqui e joga, ok? - estávamos numa mesa bem afastada e na parte escura do bar, então demoraria para alguém notar  desgrudo meu corpo da mesa e risco dois fósforos de vez na caixinha e jogo em direção a mesa e o fogo começa.

O fogo foi mais do que esperado e eu comecei a ficar com medo,  a mesa estava em chamas e fumaça que era o que precisamos não tinha e só aquele calor horrível estava ao nosso redor. Olho para o meu irmão com a cara de que o plano tinha dado errado e escuto alguém falar sobre fogo e as pessoas começarem a gritar. Sem nem pensar duas vezes jogo o Pó no chão com força para ele se espatifar e a fumaça dele e o fogo nos ajuda a passar por despercebidos. – Eu.. eu ... sei a gente ainda vai conseguir um dia, mas é melhor ir... Notaram o fogo e a gente pode acabar em problema. – falo ao segurar a mão do meu irmão e correr para baixo da mesa que o elfo nos esperava. – Não pergunta nada, só tira a gente daqui agora!- falo com autoridade e  o elfo segura em nossas mãos e nos tira do local.

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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   16/1/2016, 23:09

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Raise hell and turn it up. Don't think I'll ever get enough

Balançou a cabeça para os lados, sendo convencido pela gêmea. — Otei, otei, Leleah. — Colocou as mãozinhas dentro do bolso da bermuda e acompanhou a loura até a mesa escolhida. — Masi como você conseguiu esse pó? — Apertou os olhinhos, curioso. Tirou a mochila das costas e retirou a garrafa de dentro dela cuidadosamente para mostrar a mais nova. — Isso é pesado. — Fez beiço e rolou os olhos ao ouvir a explicação de que Helene tinha dado para ela aquele artefato. — Caio, a pincesa semple te dá coisas egais. — Fez uma pequena careta, sentindo-se enciumado, mas logo deu de ombros, espantando esses pensamentos.

Pegou a garrafa na mão e, subindo em uma cadeira, começou a despejar o líquido na mesa, em volta dos fósforos, assim como Leah tinha pedido. — Isso tem um cheilo ruim. — Entortou o nariz e depositou o recipiente na mesa ao lado. Lucca além de ser o mais mimado e o mais dramático dos dois era também o mais nojentinho. — Ponto! — Afastou-se da mesa assim que a loura anunciou que ia acender os palitinhos e observou o fogo tomar conta dos palitinhos e do madeiro.

— Wow! Leleah! — Olhou apreensivo para a irmã, aquela altura as pessoas já tinham percebido o pequeno incêndio que a dupla dinâmica havia causado, mas por sorte ninguém havia presenciado os autores do crime. — Eu só acho ti os paitinhos non eram necessálios. — Franziu o cenho e segurou a mão de Leah, saindo correndo com a menor para junto do elfo. — Otei... Podemos fazer isso num lugar masi abelto e menos peligoso? Pufavoi. — Fez a cara de choro que sabia que sempre funcionava. — É, pelo amoi de Melim, non pegunta nada mesmo. — Segurou a mão do elfo e saiu dali com a criatura e sua gêmea.


LUCCA GIOVANNI BIANCHINNI VON Slezйyov
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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   27/2/2016, 19:39


Estava a organizar alguns pertences na mala, apenas adiantando mais aquele fardo. Somente ausentei-me de Hogwarts pelo falecimento de meu pai, que mesmo não sendo o homem mais paternal e cuidadoso que já conheci, continua sendo meu pai. A notícia ainda soava amarga e difícil de engolir, já que ainda era recente, porém eu tentava não fraquejar. Odiaria se, no retorno ao castelo, eu fosse indagado repetidas vezes sobre este assunto, e por tal motivo apenas revelei o motivo da minha breve retirada ao diretor. Ele era o único que precisava saber. Depois de organizar minhas coisas tomei um banho frio, e cinco minutos depois disso, encontrava-me devidamente vestido com um moletom cor de vinho e uma calça jeans azul. A barba estava de meu agrado, assim sendo, deixei-a intacta; assim como a maioria dos detalhes que compunham minha aparência. Revirei as bagagens atrás de dinheiro bruxo, me sentindo aliviado ao encontrar uma razoável quantidade de galeões. Certamente daria para pagar pelo menos uma caneca de cerveja amanteigada naquele bar decadente d'aqui do Caldeirão Furado. Me retirei do quarto onde estava hospedado e sem desviar meu rumo, parei à frente do balcão do bar. As mesas estavam quase todas vagas, porque ainda era cedo em demasia para os fanfarrões inaugurarem a bebedeira d'aquele dia. — Me vê uma cerveja amanteigada. Estou com pressa! — Instruí o atendente, que tratou de providenciar minha bebida. — Certifique-se de que essa cerveja esteja ótima! — Acrescentei mais uma exigência. Na verdade, apressado eu nem estava. Só ditei isso ao homem pra que ele agilizasse logo o serviço, porque eu sentia sede.

Ocupei uma mesa aleatória, mas numa localização estratégica: perto do balcão; obviamente, pra que eu pudesse fazer outros pedidos e afins sem ter que me deslocar ou falar muito alto. Mal melhorei minha postura enquanto sentava e a caneca já estava repousada sobre a mesa, com a agilidade que eu queria. Segurei na alça desta, e ingeri uma generosa quantidade da bebida, limpando a espuma que concentrou-se em meus lábios logo após. Fechei meus olhos enquanto ficava assimilando o gosto da cerveja, que acabou por me agradar. Talvez esta seja uma exceção para a pressa é inimiga da perfeição. Ao reabrir meus olhos, mirei os mesmos na direção do atendente e esbanjei um sorriso que indicava minha satisfação. Buon trabalho. — Elogiei, bebendo outro gole da cerveja. — Três Vassouras que se cuide. — Sibilei no mesmo instante em que repousei a caneca novamente sobre a mesa, num comentário singular, apenas para mim mesmo. No segundo seguinte a porta do lugar se abriu, se minha audição estiver certa, e imediatamente eu me virei para verificar qual a figura que adentrava aquele bar tão vazio àquela hora. Fanfarrões estão descartados, ainda devem estar enfrentando as consequências da noite passada e desta madrugada. Juro que me surpreendi ao observar uma mulher como ela num lugar desses. O que tinha aqui que outros bares e pub's por aí não tinham?! A interrogação ficou ocupando minha cabeça, e aparentemente ela era uma incógnita. Quer dizer que eu precisaria seguir alguns passos pra descobrir o x da questão.

OFF: interagindo exclusivamente com a Sarah.


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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   27/2/2016, 23:11


I PUT A SPELL ON YOU

Tomava uma taça de vinho enquanto caminhava pelo meu closet, a ideia de ter uma família era assustadora e apesar do carinho que recebia, ainda estava difícil lidar com as mudanças. Menos com o closet, me acostumei bem rápido com essa mordomia, apesar de sempre ter uma vida econômica boa. Recusei de forma educada o jantar com Amber, inventei um jantar com colegas de trabalho e que não poderia faltar de forma nenhuma. Mas eu só queria mesmo é sair, uma noite longe de problemas ou de situações estranhas, uma noite para ser alguém diferente. Deveria sair bem vestida e elegantíssima, para não levantar suspeitas. Vesti um vestido preto, de alça fina com um corte na medida, justo ao meu corpo, não era longo e nem muito curto. Fiz uma maquiagem simples, não sobrecarregada e finalizada com um batom matte em tom de vinho. Meu cabelo estava solto, com algumas ondulações naturas. O clima londrino pedia um sobretudo, vesti um em tom caramelo que ia até a altura dos joelhos e um salto. Jantar sozinha é deprimente de mais, preciso ir a um lugar para beber, beber sozinha não é tão deprimente. Peguei um táxi que me deixou próximo ao caldeirão furado, observei meu reflexo na janela de um estabelecimento fechado e continuei meu caminho em direção ao bar. Ao adentar no bar e de costume a sineta tocou, eu realmente sempre fico incomodada com sinetas na porta. Os estabelecimentos que tem isso são aqueles mais vazios, e justamente por isso é mais silencioso, ou seja, quando você entra você chama a atenção, não só do atendente mas sim de todos presentes.

Portava uma expressões sérias e caminhei até o balcão, antes de me sentar ao lado do homem que tomava uma cerveja amanteigada retiro o sobretudo e com um sinal de minha mão direita chamo o atendente. – Me vê uma dose de whisky e um hidromel, por favor. – Solicitei e em seguida sorri de forma simpática para o rapaz que logo tratou de buscar meu pedido. O mesmo foi bem rápido, logo trouxe a dose de whisky, um copo com gelo vazio e uma garrafinha de hidromel. Tomei um gole da bebida que desceu queimando, e depois disso o frio já era inexistente, não é surpresa a vodka e Whisky serem bebidas famosa nos países com clima mais frio. Enquanto abria a garrafinha de hidromel olhei de forma discreta o homem que estava sentado ao meu lado, aparentemente muito bonito mas o que me chamou atenção, o que me deixou curiosa era o fato dele só estar tomando uma cerveja. Sempre imagino em um bar homens e mulheres afogando suas decepções em um copo. Mas me pareceu bem sereno, como quem só tá ali curtindo um momento sozinho. Não queria parecer mal educada, apesar de já ter feito isso, afinal, nem lhe cumprimentei. Mas isso é comum, o que há de homens mal educado nos balcões da vida, sem saber a diferença de educação e condição. Acaba que boa parte das mulheres se passam por mal educadas, mas isso é melhor que uma situação desagradável. Despejei o hidromel no copo vazio e o ergui, – Tin tin! – falei imitando o barulho de um brinde, com um sorriso simpático, um cumprimento bem sutil e que não será desagradável caso ele não queira socializar.



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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   16/3/2016, 16:41


A monotonia compunha aquele bar. Estava tão silencioso, tão sem vida que por um momento pensei em beber aquela cerveja de uma vez só e ir embora, pra um lugar mais animado. Quando coloquei minha boca na caneca, prestes a ingerir a bebida, observei a aparição de uma outra pessoa. A moça bem-vestida definitivamente não era o tipo de mulher que eu esperava ver em bares deste naipe, mas quem sou eu pra julgar? Em vez disso, larguei a caneca em cima da mesa, de novo, e direcionei minha visão para o exato local onde a dona das madeixas loiras estava. Acompanhei a mulher misteriosa com meu olhar, escancarando minhas sobrancelhas quando ela sentou-se ao meu lado. De forma alguma estava incomodado, mas achei estranho o fato de ela ter ficado aqui e até o presente momento não ter falado nada. Fiquei um tanto sem ação, ainda mais depois que ela pediu uma dose de hidromel e uísque para si, enquanto eu bebia apenas uma cerveja amanteigada. Me senti como se os papéis estivessem invertidos, já que geralmente quem adentra em águas mais profundas, no caso das bebidas, são os homens. Mas apesar disso, eu não beberia nada mais forte, pelo menos não até sentir vontade de verdade. Minhas íris se concentraram na mulher bonita ao meu lado, porém algumas vezes eu tinha que olhar pra outra coisa, afinal de contas não queria que nada fosse interpretado do jeito errado. Percebi que ela também me olhava de vez em quando, e tentei imaginar no que ela estava pensando enquanto me encarava com seus olhos azuis e que eram meio esverdeados também. Estava prestes a dizer algo que rompesse aquele perturbador silêncio, até que a própria mulher tratou de fazer isso, não do jeito que eu esperava. Pensei que ela fosse perguntar alguma coisa, mas em vez disso a loira reproduziu o tilintar de dois copos quando as pessoas brindavam. 

Curvei meus lábios em um sorriso, e ergui minha caneca de cerveja, fazendo com que ela tilintasse no copo da mulher. — Agora sim! Tin tin! — Beberiquei a cerveja depois, e tornei a repousá-la na mesa. Entrelacei os dedos de minhas mãos, antes de voltar a falar. — Posso saber o nome da mulher que brindou comigo? — Os meus lábios formaram um outro sorriso. Terminei de engolir a cerveja, e pedi que o atendente recolhesse a caneca. Contudo, após ele sair, senti uma vontade descomunal, pelo menos quando eu estava em bares, de comer. Qualquer coisa. Só queria comer. Fiquei pensando em alguma coisa simples e que não demorasse muito pra fazer, e ao mesmo tempo, que eu gostasse. Foi difícil, porque tudo que vinha à minha cabeça era alguma comida italiana que provavelmente não era produzida em um bar inglês, e bruxo. Mas depois de avaliar um pouco mais... — Aliás, tem como arrumar um pastel de carne pra mim? — Perguntei de súbito e com a voz um pouco alteada, a fim de que o atendente escutasse minha solidariedade. O homem respondeu que faria o possível. Logo, deixou-me sozinho com a mulher novamente. — Nem reparei na minha falta de educação. Meu nome é Maurizio. — Desculpei-me e me apresentei, passando a mão pelo cabelo escasso no topo de minha cabeça. Ela ainda não tinha dado nenhuma pista do porquê de ter vindo ao bar do Caldeirão Furado, e já que tecnicamente estávamos conversando, não havia problema se eu perguntasse isso. Pelo menos a meu ver. — A título de curiosidade.. por que veio a um bar vazio como este? — Verbalizei a pergunta que me causava tanto interesse, calando-me momentaneamente após tal ato. Eu estava falando de mais e ela de menos, então, era hora de deixá-la se soltar um pouco mais.


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MensagemAssunto: Re: O Bar do Caldeirão Furado   4/4/2016, 00:10


I PUT A SPELL ON YOU

Como eu esperava e desejava, o homem estava bem disposto a bater um papo com uma estranho no bar, é até clichê. Tomei mais um gole de minha bebida, de forma que disfarçasse meu sorriso involuntário. Estava muito cedo pra se mostrar tão acessível e também estava nem perto de ficar bêbada, a meta da noite era se distrair completamente. – Sarah. – Me apresentei com um sorriso sutil e simpático. Que ele era bonito, isso eu não podia negar, totalmente atraente e provavelmente se não fosse por isso não estaria tão interessada em continuar no caldeirão furado. Deslisava meus dedos na borda do copo, observava o movimento com os pensamentos na possíveis mudanças a serem tomadas em minha vida. E obviamente não iria ficar encarando o homem que eu nem sabia o nome, ele com certeza tiraria a conclusão que sou maluca por isso. Porém a possibilidade de deixar Azkaban e a profissão de auror era real, infelizmente eu parei de sentir prazer em minha profissão. Talvez eu decidi por isso cedo de mais e tudo foi apenas excitação pós Hogwarts. O pedido do homem foi surpreendente e chamou minha atenção, olhei para o mesmo curiosa erguendo uma sobrancelha. Afinal, aquele local não passava a imagem de higiênico, mas quem sou eu pra falar ou esperar algo diferente? Provavelmente nem o copo é lavado direito e lá estava eu usufruindo de tais. – Cheguei a pensar que não iria saber seu nome. – Brinquei com o mesmo assim que se apresentou como Maurizio. Sua pergunta em seguida me fez respirar fundo, não que ela tenha me chateado, não foi ofensiva nem desagradável, uma pergunta normal para duas pessoas que estão conversando. Mas agora restava duas opções, encher o homem com a verdade ou apenas inventar algo pra evitar a fadiga.

Bem... – Fiz uma pausa para tomar mais gole de minha bebida, a fusão do sabor com o calor que subiu assim que o líquido desceu por minha garganta. Sorri e continuei, – Eu sou o clichê de um bar. – brinquei tentando evitar um clima mais tenso, um clima criado pelo real fato de estar naquele bar. – Para beber e tentar, nem que seja por algumas horas, esquecer a monótona realidade. – Concluí de forma serena, de uma forma bem verdadeira sem contar detalhes que não eram necessários naquele momento. A aproximação do rapaz com o pedido do homem chamou minha atenção, tomei mais um gole observando o mesmo,– Bon appetit. – disse assim que o prato foi posto sobre o balcão. Certo que não havia nenhuma outra frase mais clichê que aquela, claro que me senti bem idiota, até parecia que era uma adolescente. – Pois bem, qual o grande motivo que te atraiu a esse bar? – Perguntei um tanto curiosa. A voz dele era tão agradável, que eu já nem percebia tanto o ambiente em volta, a conversa estava fluindo e eu me distraindo. O que era bom, afinal, estava conseguindo o que buscava. Ficar longe de inúmeros irmãos, sobrinhos, que vestido usar no casamento, ensaio, cunhados e a tão constrangedora pergunta 'quem você vai levar no casamento?'. Aquele momento estava se tornando o suspiro de ar que eu estava precisando, nunca pensei que uma pequena mentira poderia me proporcionar um alívio tão grande. Olhava para seus belíssimos olhos azuis enquanto Maurizio falava e entre um momento e outro bebia um pouco. Não muito rápido, estava enrolando com aquela bebida, queria me manter ainda um pouco sóbria.



off: desculpa a demora


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